George Russell teve um sábado complicado no GP de Singapura de Fórmula 1. O britânico bateu quando liderava a corrida curta e depois enfrentou dificuldades na classificação, terminando apenas em P6.
Ele não conseguiu recuperar a performance que havia apresentado na sexta-feira. Segundo Russell, o Mercedes W17 se comportou de maneira diferente após os reparos provocados pelo acidente, prejudicando sua competitividade.
O problema começou durante a sprint, quando Russell perdeu o controle do carro e bateu nas barreiras. Com isso, abandonou a corrida e obrigou os mecânicos a trabalhar contra o relógio para reconstruir o carro antes da classificação.
Entretanto, o britânico já sabia que largaria no fundo do grid no domingo, independentemente do resultado, devido à punição relacionada à unidade de potência.
Após a classificação, Russell reconheceu que cometeu um erro na corrida curta. Ainda assim, destacou que esperava encontrar um carro com comportamento semelhante ao da sexta-feira, algo que não aconteceu.
“Foi um dia muito ruim no geral, começando pelo meu próprio erro. O objetivo era garantir que o carro se comportasse da mesma maneira que ontem”, afirmou o britânico.
Russell também reconheceu que a equipe enfrentou uma tarefa difícil ao reconstruir o carro em pouco tempo. Por isso, considerou compreensível que o comportamento do W17 não fosse exatamente o mesmo após os reparos.
“Por algum motivo, isso não aconteceu. Não é algo surpreendente quando toda a equipe precisa remontar o carro tão rapidamente, principalmente depois de uma batida”, acrescentou.
“Ontem, fomos competitivos em todas as voltas que completamos. Hoje não foi assim”.
Além de lamentar o próprio desempenho, Russell comentou as dificuldades da Mercedes com o novo pacote de atualizações introduzido no W17.
Embora Kimi Antonelli tenha demonstrado sinais de evolução em relação à sexta-feira, o britânico ressaltou que a equipe ainda não conseguiu extrair a performance esperada das mudanças.
“Foi positivo ver Kimi um pouco mais competitivo hoje do que ontem. Entretanto, não estávamos exatamente incendiando a tabela de tempos”, declarou Russell.
O piloto também deixou claro que a Mercedes precisa ajustar o carro para aproveitar melhor as novidades técnicas.
“Como equipe, ainda não estamos satisfeitos com o novo pacote. Reconhecemos que precisamos fazer alguns ajustes para compensar essas mudanças”, explicou.
Russell acredita que a equipe ainda pode encontrar uma configuração capaz de liberar o potencial do carro. Contudo, ressaltou que o processo exigirá mais tempo.
“Talvez possamos encontrar uma maneira de fazê-lo funcionar e ser rápido. Mas, neste momento, precisamos de mais tempo”, concluiu.
A punição coloca Russell diante de um desafio considerável no domingo. Afinal, Marina Bay é um circuito de rua no qual as ultrapassagens costumam ser difíceis, o que limita as possibilidades de recuperação.
Por isso, o britânico estabeleceu a zona de pontuação como objetivo inicial, embora reconheça a dificuldade de avançar pelo pelotão.
“Espero marcar pontos. Será muito difícil. Já larguei em P19 em uma corrida e em P16 em outra, mas só consegui chegar a P10 quando faltavam 10 voltas ou algo assim”, lembrou.
Russell destacou que as circunstâncias podem produzir resultados bastante diferentes, mesmo quando o piloto e o carro permanecem os mesmos